Por Gustavo Queiroz e Rodrigo Teixeira
Um mergulho nas profundezas do escárnio. Encare Marcatti, ícone corrosivo dos quadrinhos underground
Quarta-feira, a expectativa era grande. Afinal, iríamos entrevistar um dos quadrinhistas mais famosos do Brasil – talvez, o mais conhecido quando se trata de escatologia. Já de frente ao portão de seu esconderijo /residência/escritório/atelier, próximo ao metrô Carrão, tocamos a campainha e pouco mais de um minuto depois uma mulher nos recebeu. Fomos então escoltados para a sala de estar da simpática casa geminada. No caminho, esculturas e esqueletos de skate encostados ao pé da porta de vidro com moldura verde.
Fomos acomodados num sofá verde de três lugares, de frente para o móvel mais disputado da casa, abrigo da televisão e da coleção de videogames, uma centena de jogos e filmes. Perguntamos o nome da nossa anfitriã. A resposta: “Tatá, é meu apelido”. Tatá é a fiel escudeira e esposa de Francisco de Assis Marcatti Júnior desde os primórdios.
Sentados, esperamos enquanto Tatá foi buscar o homem. Enquanto isso, olhamos em volta, reparando e dissecando cada detalhe da sala que se revelou pouco convencional. Atrás de nós, uma enorme estante branca, atolada de livros e revistas de histórias em quadrinhos (que serão chamadas daqui em diante somente de HQ). Para nossa surpresa (e nojo), no meio da estante repousava em lugar de destaque um frasco de plástico parecido com aqueles de palmito e recheado com alguma coisa muito, muito nojenta.
O resto da sala estava invadido por guitarras personalizadas pelo próprio quadrinhista, além de pilhas e pilhas de discos de vinis. Quando batemos os olhos numa parede azulejada, vimos o reflexo turvo de um homem parado sobre a soleira da porta do cômodo ao lado, que mais tarde descobrimos ser a cozinha.
Eis que Marcatti entra. Um sujeito de 45 anos, pai de família e calvo, que vestia uma camisa azul abotoada até o meio do peito, uma calça jeans marrom esverdeada e nos pés, apenas meias brancas de algodão. Mal nos apresentamos, o telefone tocou. Três aparelhos sobre uma bancada o atrapalharam. “Cacete, isso aqui não pára.”
Iniciamos uma conversa num tom informal, na qual abordamos suas experiências como ilustrador de discos do Ratos de Porão (RDP). “Mas discos de vinil!”, avisou. A partir daí, o quadrinhista dissertou sobre a confecção dos discos de vinil, inclusive com conhecimento dos elementos químicos que compõem o bolachão. Marcatti revelou que João Gordo (esgoelador do RDP e menino dos olhos da MTV) o procurou para desenvolver mais uma arte para encartar uma tiragem limitada de sobras de estúdio da banda, sendo que serão prensados 500 CDs e 500 vinis (todos já com venda garantida no mercado Europeu).
Aproveitamos a descontração e empolgação do entrevistado para cavoucar suas origens. Afinal, como pode uma mente ser tão fértil? “Desde moleque eu sonhava em desenvolver minhas próprias histórias em quadrinhos, desenho desde os cinco anos de idade”, relembrou ele, que sempre fora estimulado pela sua mãe. “Aqui no Brasil há um grande equívoco. Acham que todo quadrinhista é desenhista, o que não é verdade. O Stan Lee (criador dos super-heróis da Marvel, como o Homem-Aranha, Hulk, Quarteto Fantástico) não desenha porra nenhuma”, resmungou. Segundo ele, está errado quem pensa que o roteiro é desenvolvido a partir do desenho. Na verdade, é ao contrário.
Marcatti confessou que começou no mundo dos quadrinhos subvertendo a arte infantil de Maurício de Souza. “Eu desenhava a Turma da Mônica fazendo sacanagem, brincando com o Cebolinha.” No começo, ele precisava aprender a desenhar e nunca se preocupou com seu estilo. “O próprio Will Eisner disse que a maior cagada é ter estilo. Você acaba se castrando, sabe? Por isso comecei com a Turma da Mônica, a gente precisa começar do básico. As professoras de primeira a quarta série escrevem todas do mesmo jeito, com letra redondinha. A gente aprende copiando a letra delas. Mas você vê, nossa caligrafia fica singular quando envelhecemos, é natural. Ninguém se preocupa em ter uma letra só sua, vem com o tempo. É a mesma coisa com o estilo: ele aparece. Se forçar a ter um estilo é se castrar”. E nós perguntamos: “Por que aí o público não vai aceitar uma coisa diferente, né?”. Marcatti sorriu de canto de boca enquanto rebateu: “Não, porque você não vai saber fazer uma coisa diferente”.
Sementes da Loucura
Logo em seguida, Marcatti se apressou em exaltar a influência das histórias dos Freak Brothers, criadas por Gilbert Shelton. Mas o reinado de Gilbert não durou muito, pois ele logo chegou às raízes do quadrinhista. Marcatti então se levantou e foi até a estante atrás de nós, de onde tirou uma revista com uma história de Basil Wolverton, o cara que inspirou Gilbert. “Quando eu peguei as histórias e os desenhos do Basil, vi que ele era melhor ainda que o Shelton. Fiquei louco. Eu também adoro literatura, comecei lendo Érico Veríssimo por obrigação no colégio e hoje eu sou doente pelo que ele escreveu. Devoro por prazer”.
Neste momento, um dos filhos de Marcatti resolve aparecer. “Vocês querem comer alguma coisa?”, perguntou Daniel, mestre em artes marciais, que vestia com orgulho uma camiseta branca com uma caricatura feita a caneca do cantor americano Marilyn Manson. Aproveitando a dispersão, notamos um busto no alto da estante atrás dele e perguntamos quem seria a distinta figura de nariz vermelho. “É o amigo da onça, um personagem de uma tirinha da antiga revista O Cruzeiro, que sempre aprontava das suas, por isso se tornou expressão. Aliás, mesmo com todo o sucesso da tira, já que o povo comprava a revista pra ver o amigo da onça, o criador dela, Péricles Maranhão, se trancou em casa e ligou o gás, ficando lá até morrer. Num último ato de ironia, deixou um bilhete na porta escrito ‘cuidado ao acender um fósforo’”. Caímos numa mórbida gargalhada.
Lembra do pote recheado com alguma coisa nojenta lá do começo da entrevista? Marcatti então se levantou e apanhou o objeto de nossa inquietude. “Isso aqui? Cara, eu comprei isso tem uns quatro anos, é um feto de ET. Na época, vendiam esse, um de dinossauro, um de monstro e outro, e mandava colocar umas gotinhas de café dentro para dar “aquele” toque. Eu joguei duas colheres e enfiei no armário. Faz tempo, já está até decompondo, soltando a casquinha, ta vendo?”, disse, enquanto entregava o pote asqueroso a um dos curiosos repórteres.
O entrevistado voltou, então, ao seu lugar. Lembramos de uma resenha na revista Época elogiando bastante sua versão em quadrinhos do livro A Relíquia do Eça de Queiroz. Marcatti contou sobre a inspiração para transcrever uma obra literária em uma obra de HQ. Disse ter se baseado em Hunt Emerson, que escreveu a deliciosa HQ chamada A Última Noite de Casanova inspirada na história careta do conquistador fictício. Marcatti aceitou o desafio da editora Conrad de transformar o clássico A Relíquia em quadrinhos. “Eu queria fazer igual o Hunt Emerson, encher de sacanagem. Mas quando li o livro achei muito bom. E decidi então fazer uma adaptação mais séria. Acho que ninguém esperava isso de mim”.
Se o quadrinhista se conteve na adaptação, ele pegou pesado com seu personagem principal, o Frauzio. “Eu queria levar uma revista minha às bancas, mas para fazer isso eu precisava de algo que estivesse sempre lá, para motivar o leitor a comprar. Criei, então, um sujeito coringa, o Frauzio, que eu podia adaptar qualquer história em cima que ficaria bom. Não acreditava nessa história de personagem ter vida própria, mas na terceira edição em que o Frauzio apareceu, já tinha toda uma personalidade, saiu do meu controle”.
Em uníssono, questionamos o artista sobre o seu processo de criação. Recebemos a seguinte explicação, enquanto ele penava para encontrar um isqueiro perdido no universo de sua sala. “Meus primeiros quadrinhos eram sérios, influenciados pelo cinema europeu, como Bergman. Eram histórias intimistas. Mas depois de certo tempo eu passei a detestar tudo isso. Eu ia vender minhas HQs nos cine-clubes, aí acabei assistindo todos os filmes do Bergman, adorava. Hoje em dia eu não suporto. Se vejo cinco minutos, acaba com o meu dia. Não sei como eu gostava daquilo”. E continuou: “Ai me lembrei do que o Will Eisner disse sobre o estilo, que nós temos que nos desprender enquanto desenhamos, tem que ser uma coisa prazerosa. O trabalho de criação precisa ser descompromissado, com qualquer coisa, ainda hoje eu não repito meus desenhos.”
Certa vez, ele tentou fazer uma história sobre o nada, e a coisa descambou. Caiu na baixaria, na escatologia – isso em meados dos anos 80. “De tanto que me desprendi, de desenvolver histórias a partir do nada, comecei a achar que meus quadrinhos andavam vazios. Eu tinha medo da falta de inspiração. Já faz um tempo que descobri que eu não sou um artista, não tenho essa coisa de inspiração. Sou um produtor de quadrinhos. Eu pego um assunto e desenvolvo. No meu roteiro, estipulo quantos dias vou gastar e quando vou fazer isso. Se pego o calendário e vejo que é dia de desenhar, não importa se estou doente ou não: eu vou lá e desenho”. Para ele, desenvolver uma história é tirar uma idéia da gaveta. É daí que vem sua inspiração, por mais que o termo não seja correto. “Eu pego minhas idéias do cotidiano, às vezes vejo um casal brigando no trem e arquivo na minha memória. Aí, quando estou escrevendo, lembro da tal briga. E por mais que ela possa ter sido desinteressante, imagino quem será que era o cara, por que eles estavam brigando… As coisas podem ser desinteressantes, mas elas vão se soltando sozinhas”.
Luz, Câmera… Sacanagem!
Marcatti admira muito o processo de trabalho do cineasta Alfred Hitchcock. Para ele, a única diferença entre os dois é que para fazer quadrinhos não é preciso usar latas de filme. O resto é tudo igual, da criação ao desenvolvimento. O quadrinhista coleciona os DVDs de Alfred e diz preferir as entrevistas e making of embutidos nos extras do filme.
Daí Marcatti revelou outro traço marcante de sua personalidade: a avidez pela sétima arte. E olha que ele fala com alguma propriedade sobre o assunto. O criador produz suas histórias como num filme americano dos anos 1940. Porém, o cinéfilo é contundente ao afirmar que hoje não acompanha a produção cinematográfica ianque. No entanto, valorizou muito a capacidade que esses filmes têm de entreter de tal maneira, que o público chega a se sentir dentro do filme. “Na minha época, o cinema brasileiro era voyeur, o europeu também. Você acompanha o filme como de uma janela. Já a fotografia do cinema americano, muitas vezes, faz parte da narrativa da história e interage com seu público de tal forma que a história fica impregnada em sua cabeça”, analisou Marcatti. O autor diz não gostar dos filmes americanos. Segundo ele, se parecem muito com as HQs dos super-heróis: “Não significam nada para mim”, disparou. Hoje em dia, o quadrinhista é fã do cinema europeu. Um dos cineastas mais prestigiados por Marcatti é o alemão Werner Herzog.
Pausa na entrevista. Outro filho de Marcatti, Fernando, comunicou o pai que andaria de skate e voltaria por volta das 18h. Pouco depois, um cachorro entrou, seguido por uma gatinha. Mesmo antes de fazermos amizade com a gata, ela nos escolheu como seus novos amigos: pulou no colo de um dos repórteres e não quis sair de jeito nenhum, até desfiou a calça jeans dele.
Os animais ficaram pela sala: o beagle nos pés de um jornalista, a gata ainda tentando voltar ao colo do outro. Lembramos das guitarras penduradas e expostas na sala de estar. “Eu tocava guitarra em uma banda de blues, é o meu estilo preferido. De rock só as capas do Ratos de Porão”. Então tá. Além de músico, Marcatti é luthier, um profissional que constrói instrumentos musicais. Uma das guitarras penduradas tem no corpo um dos desenhos característicos do guitarrista. Detalhe, essa guitarra está à venda no site do artista, pela bagatela de 2.800 reais.
Nesse momento, outro filho de Marcatti (o de número 3) interrompe a entrevista ao entrar pela porta da cozinha e ir para o quarto. No caminho, deu oi e subiu a escada. Aproveitando a interrupção, pedimos para conhecer o local onde os instrumentos são feitos. Marcatti nos conduziu pela cozinha impecavelmente arrumada até o quintal, local de acesso ao sobrado dos fundos. No caminho, outro gato dormindo dentro de uma caixa, a Jurema, que despertou num bocejo e dormiu num piscar de olhos.
Masmorra e suas ferramentas de trabalho
Chegamos, então, à oficina do polivalente Marcatti. Dentro dela, além de diversas partes desmembradas de guitarra e instrumentos de marcenaria semelhantes aos usados por torturadores medievais, repousava a carcaça de uma antiga moto Vespa. O veículo está em reforma para um dos sobrinhos do artista, que fez questão de personalizar a carenagem com algumas pérolas escatológicas, sendo as pinups (aquelas mulheres gostosas que os pilotos americanos pintavam nas latarias dos aviões na Segunda Guerra Mundial ou aquelas loiras peitudas dos anos 50).
Marcatti nos levou ao andar de cima do seu antro de criação. Quando ia abrir a porta para desvendar os mistérios do desenvolvimento das histórias envolvendo excrementos, felação, palavras vulgares e pensamentos chulos, a campainha tocou. Droga! Ele desceu as escadas correndo e nos deixou ali, com outro gato – dessa vez branco e preguiçoso. Ficamos ali, sozinhos, tentando articular uma maneira de fazer Marcatti se abrir sobre suas influências e experiências musicais. Assim que o esquivo regressou da sua incursão ao portão, perguntamos se nunca tinha mandado um som com o João Gordo. “Não, mas já toquei com o Ed Motta”. Ele abriu a porta do estúdio e sentou na cadeira central, se posicionando ao lado da mesa, na qual já havia um espaço limpo em meio ao caos que reinava de coisas espalhadas.
Três pilhas com toda a sua historiografia, envolvidas em embalagens plásticas, estavam separadas justamente para nos introduzir à sua obra. Afinal, fomos para a entrevista conhecendo a atmosfera do entrevistado, mas não seus feitos. Aos 15 anos, Marcatti perdeu a virgindade dos quadrinhos: publicou Papagaio, uma coletânea com outros colegas estudantes. Emancipou-se aos 18 anos: Com a grana recebida de um espólio, adquiriu uma antiga impressora Rex Rotary 1501 e passou a imprimir em casa suas criações. A verba era tão curta que teve que aprender metalurgia para consertar peças quebradas e precisar comprar as substitutas importadas. Ele também aprendeu química para cuidar sozinho da revelação e fixação das chapas de impressão (foi assim que ele aprendeu tanto sobre vinis!).
Desabafo
Marcatti revelou que uma de suas grandes frustrações é o ceifamento de algumas de suas melhores histórias pelo amadorismo do mercado editorial. Mas ele frisou bem que isso é um comportamento muito comum das editoras, porém ainda restam empresas sérias. “O mercado editorial brasileiro é criminoso”, denunciou. “Nenhuma publicação que chega às bancas de jornal consegue esgotar todo o estoque. Um veículo que vende 40% de sua tiragem em banca pode ser considerado um sucesso. Os demais 60% vão para o forno”, explicou, reclamando sobre o lamentável desperdício de papel e tinta. Segundo Marcatti, tem editora que lança um produto fadado ao fracasso apenas para poder comercializar a publicação por peso, como se fosse apara. Essa é a melhor maneira de vender a “sobra” sem recolher os devidos impostos. “Isso é caixa dois”, denunciou. “Manter um produto encalhado no estoque é doentio.” Segundo o autor, as bancas de jornal não detêm o menor controle sobre a venda de seus produtos – salvo raríssimas exceções, como as bancas informatizadas, que representam 6% do total paulistano. Os caminhos para as novas publicações são muito árduos, é preciso bancar em média, as primeiras quatro ou seis edições até que a publicação comece a ter algum esboço de lucro. Outro problema grave desse mercado é o monopólio da logística de distribuição. Até pouco tempo, havia duas grandes distribuidoras, a Dinap, da Abril, e a Fernando Chinaglia. Mas recentemente, a Chinaglia foi adquirida pela Dinap que passou a distribuir inclusive as revistas das suas principais concorrentes. “Todas as editoras estão na mão da Abril”, suspirou. Contextualizando esse cenário, Marcatti sentencia: “Vão morrer 300 editoras até 2010”.
Depois de praticamente cinco horas de bate-papo, tivemos de encerrar a entrevista, pois já tínhamos tomado muito tempo do entrevistado. No caminho até a porta da saída, passamos pela cozinha e lá encontramos sua quarta filha. Para conferir o calibre do dito cujo, compramos ali mesmo, direto com o homem, um exemplar de “A Relíquia” e outro de “Mariposa”, seu primeiro livro em quadrinhos. Com a porta já aberta e os animais se enroscando nos nossos pés, uma surpresa: Marcatti tomou os livros de volta e personalizou um autógrafo com uma ilustração. Que honra!

Ler esse texto em voz alta vai dar a impressão de se ouvir eco. A sonoridade tem explicação mais musical do que gramatical. O Quinteto Villa-Lobos fará duas apresentações no shopping Villa-Lobos em homenagem a
Por Mercedes Cumaru


A paulista Ná Ozzetti começou a carreira profissional em 1979, como integrante do Grupo Rumo, com o qual gravou cinco discos e um DVD. Na década de 1980, partiu para a carreira solo recebendo diversas premiações entre elas o Prêmio Sharp de Música, de Cantora Revelação (1989) e de Melhor Disco (1995), e foi a melhor intérprete no Festival da Música Brasileira (2000).
Vindo das Minas Gerais, o violeiro e compositor Ivan Vilela coleciona apresentações pelo Brasil e pelo exterior. Atualmente, é diretor e arranjador da Orquestra Filarmônica de Violas, idealizador da ONG Núcleo da Cultura Caipira, professor da USP (Universidade de São Paulo) e consultor musical do Museu da Pessoa, no projeto de criação do portal sobre o Clube da Esquina.
Dante Ozzetti é compositor, arranjador e violonista. Em parceria com a irmã Ná Ozzetti recebeu o Prêmio Sharp de Música na categoria Melhor Arranjador, pelo disco Ná (1995) e o Prêmio Visa de Música – Edição Compositores (2000). Em 2001 lançou o álbum Ultrapássaro. Trabalhou com a Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. Dirigiu o espetáculo musical Elis e Tom. Com a cantora Ceumar, lançou o álbum &ldq uo;Achou!”, com composições em parceria com Luiz Tatit, Chico César, Zeca Balero, Zélia Duncan, Alzira Espíndola e Kleber Albuquerque.